A conquista da autonomia financeira e o combate à vulnerabilidade social ganharam centralidade nos debates promovidos durante o 3º Fórum Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Luís. O encontro, organizado pela Secretaria de Estado das Mulheres (SEMU), reuniu gestoras municipais e líderes da sociedade civil para traçar estratégias de desenvolvimento e inclusão socioprodutiva em todo o Maranhão.
Entre as iniciativas de maior impacto apresentadas na programação, o programa Força Mulher, desenvolvido pelo Sebrae Maranhão, destacou-se pelos resultados concretos no estado. A ação já alcança 96 municípios e tem como meta formar mais de 2 mil mulheres, oferecendo orientação técnica, capacitação e acesso ao mercado para promover a emancipação econômica de famílias maranhenses.
“É um programa que está transformando a realidade dessas mulheres que estão em situação de vulnerabilidade, por meio da oportunidade de empreender. Essa oportunidade vem gerando muitos resultados e a gente pretende, ao longo dessa jornada, capacitar mais de 2 mil mulheres no estado, fazendo com que elas empreendam, tenham acesso ao mercado e gerem renda para suas famílias, com autonomia financeira”, explicou a gerente da Unidade de Ambiente de Negócios do Sebrae Maranhão, Larissa Leite.

Empreendedorismo como possibilidade
No município de Anajatuba, a metodologia já se consolidou como referência regional. Segundo a coordenadora municipal de Política para as Mulheres, Elizanne Monteiro, os frutos do trabalho superam os índices financeiros: “Essa transformação foi tão grande na vida dessas mulheres que Anajatuba se tornou o caso de sucesso, com a história de vida de cada uma mulher. O que, para a gente, é muito valioso, é muito precioso. Esse é o nosso objetivo”, pontuou a coordenadora.
A expansão da rede de apoio agora chega a novos territórios, com foco na inclusão de comunidades tradicionais. Em Mirinzal, o projeto inicia uma fase dedicada ao atendimento de mulheres quilombolas. Para a secretária da Mulher do município, Maria do Socorro Sá Costa, a iniciativa é essencial para romper barreiras comportamentais e econômicas.
“Nós temos muitos quilombos na nossa região, mas eu acredito que seja um fortalecimento muito grande nessa atuação, uma melhoria de qualidade de vida, porque nós temos que orientar nossas mulheres a serem empreendedoras, a perder o medo de dizer: ‘eu vou fazer, eu acredito que eu sou capaz de fazer’”, destacou a gestora, que já conduziu o primeiro encontro preparatório na cidade.

A articulação entre o poder público estadual, as prefeituras e a iniciativa privada foi apontada como o motor para viabilizar as capacitações nos territórios mais distantes. Durante o evento, a secretária adjunta de Micro e Pequena Empresa da Secretaria de Estado de Indústria e Comércio (Seinc), Luzia Rezende, frisou a importância do trabalho conjunto via programa Cidade Empreendedora para fazer as soluções chegarem à ponta.
Espaço para diálogo
Além da apresentação na programação oficial, o Sebrae manteve um espaço institucional durante o Fórum. O estande possibilitou a apresentação de iniciativas da instituição e o contato direto com gestoras municipais e participantes interessadas em conhecer as oportunidades de apoio ao empreendedorismo.

Para a analista do Sebrae, Hanna Coelho, que também é gestora do Eixo de Inclusão Socioprodutiva, esse contato também foi importante para conhecer experiências e demandas dos municípios e aproximar as participantes das iniciativas desenvolvidas pelo Sebrae.
“No nosso estande, tivemos esse contato direto com gestoras e participantes, ouvindo experiências e mostrando que o empreendedorismo pode ser uma ferramenta de autonomia e de transformação de vidas. Esses momentos de troca são importantes porque aproximam o Sebrae das mulheres e dos municípios e ajudam a mostrar as possibilidades de apoio que estão disponíveis”, concluiu.

