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Tecnologia reprodutiva amplia acesso à genética superior no sudoeste do Maranhão

Produtores da região investem em inseminação artificial para elevar produtividade, padronizar rebanhos e fortalecer a competitividade da pecuária
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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A adoção de biotecnologias reprodutivas tem ganhado espaço no sudoeste do Maranhão como estratégia para tornar a pecuária mais eficiente e competitiva. Produtores passaram a investir na Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), técnica que permite concentrar a reprodução do rebanho em períodos programados e ampliar o acesso à genética superior.

A mudança representa uma quebra de paradigma para parte dos pecuaristas da região, tradicionalmente apoiados na monta natural. Com a IATF, é possível inseminar grandes lotes no mesmo período, reduzir intervalos reprodutivos e alcançar maior padronização dos bezerros.

Na Fazenda Maribondo, em Porto Franco, o produtor Régio de Araújo Borges relata que decidiu implantar a técnica após observar experiências de outros criadores e perceber a necessidade de modernizar o sistema produtivo. Segundo ele, a principal diferença percebida está na uniformidade do rebanho e na organização dos lotes.

“Antes, a gente trabalhava na monta natural e o nascimento ficava muito espalhado. Hoje conseguimos concentrar os lotes, padronizar os bezerros e planejar melhor a produção. Isso dá mais segurança para quem vive da pecuária”, afirma o produtor.

Com a sincronização do cio por meio de protocolos hormonais, o que antes poderia ocorrer ao longo de até 60 dias na monta natural passa a ser concentrado em um único período. O resultado é maior previsibilidade na estação de nascimento e melhor planejamento da fazenda, tanto do ponto de vista sanitário quanto comercial.

Crescimento nacional impulsiona adoção regional

O avanço da tecnologia no sudoeste maranhense acompanha uma tendência nacional. A estimativa é que mais de 90% das inseminações realizadas no país utilizem protocolos de IATF e, aproximadamente, 20% das matrizes bovinas brasileiras já são inseminadas. Esse número vem crescendo de forma contínua nos últimos anos, impulsionado pela busca por maior eficiência produtiva.

Juliano Budel, responsável pela reprodução e melhoramento genético em propriedades da região, explica que a tecnologia permite multiplicar o uso de animais geneticamente superiores. “Se um produtor adquire um touro melhorador, ele consegue atender um número limitado de vacas por ano. Com a inseminação, é possível utilizar o mesmo material genético em lotes muito maiores”, afirma.

Segundo ele, após dois ou três anos de trabalho contínuo, os resultados tendem a se consolidar. “Em algumas propriedades acompanhadas na região, as taxas de prenhez já superam 55%, índice considerado competitivo dentro dos parâmetros nacionais de 2025”, ressalta Juliano.

Em fevereiro, equipe do Sebrae esteve presente no primeiro Dia de Campo da Fazenda Bom Sossego, oferecendo orientações técnicas sobre IATF e outras tecnologias de melhoramento genético apresentadas aos produtores da região.(Sebrae / Divulgação)

Apesar dos avanços, o custo inicial ainda é um fator que influencia a decisão de investimento. A adesão costuma acompanhar os ciclos econômicos da pecuária, com maior procura em momentos de valorização do mercado e retração em períodos mais desafiadores.

É nesse contexto que entram iniciativas de apoio à inovação no campo. O Sebrae, por meio do programa Sebraetec, tem subsidiado parte dos serviços tecnológicos para produtores interessados em adotar a IATF e outras ferramentas de melhoramento genético.

Apoio do Sebrae fortalece acesso à tecnologia

O Sebraetec tem subsidiado parte dos serviços tecnológicos para produtores interessados em adotar a IATF e outras ferramentas de melhoramento genético. Em 2025, o programa registrou 276 clientes no Maranhão que optaram pela técnica de inseminação para garantir o melhoramento genético do rebanho.

Na unidade do Sebrae em Imperatriz, a analista Aline Maracaípe afirma que, nos atendimentos sob sua responsabilidade, o programa alcançou, em 2025, 39 propriedades rurais, com estimativa de cerca de 2 mil animais. Estima-se que a unidade tenha alcançado em 2025 o volume total aplicado em ações de melhoramento genético cerca de R$ 1.365.090,00.

“Somente nos contratos do SebraeTec voltados ao serviço de IATF, executei R$ 568.320,00. O Sebrae subsidia 70% do investimento e o produtor entra com os outros 30%, o que torna a tecnologia mais acessível e viável para as propriedades”, explica Aline.

Segundo ela, os resultados técnicos também começam a aparecer nas propriedades atendidas por sua equipe. “A média de taxa de prenhez nos atendimentos que conduzimos gira em torno de 40%. São índices que tendem a evoluir à medida que o produtor mantém o uso contínuo da tecnologia”, destaca Aline.

A ampliação do acesso à inovação no campo também tem avançado para outras frentes além da inseminação artificial, com a introdução de ferramentas voltadas ao aprimoramento genético do rebanho.

“Temos percebido uma procura crescente pela avaliação genômica, que permite identificar com mais precisão o potencial genético dos animais e acelerar os resultados no campo. A unidade de Imperatriz já está realizando esses atendimentos, ampliando o acesso dos produtores da região a tecnologias mais avançadas”, afirma Aline

Apoio Sebrae – Se você tem interesse em saber mais sobre o Sebraetec ou sobre a atuação do Sebrae, busque o Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou informe-se pela Central de Atendimento do Sebrae no 0800 570 0800. Telefone/WhatsApp: 0800 570 0800. Canais Digitais Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao), YouTube Sebrae Maranhão (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

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