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Regularização ambiental e tecnologia no campo avançam como chave para destravar crédito rural no Maranhão

Exigências ambientais e uso de tecnologia influenciam acesso ao crédito rural e pautam debate com gestores promovido pelo Sebrae.
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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Com exigências mais rigorosas por parte de bancos e órgãos reguladores para o acesso ao crédito rural, produtores que não estão com a documentação em dia enfrentam restrições que limitam investimentos e impactam diretamente a produção.

Nesse cenário, o uso de tecnologias como drones representa um fator estratégico para aumentar a eficiência e reduzir custos no campo. No entanto, assim como a regularização, a adoção dessas ferramentas exige cumprimento de normas e capacitação técnica, já que o uso inadequado pode gerar penalidades e comprometer tanto a produtividade quanto o acesso a financiamentos.

O debate sobre legislação e inovação ganha relevância não apenas do ponto de vista técnico, mas também econômico. A ausência de crédito rural afeta diretamente a produção, o emprego e o funcionamento de cadeias inteiras ligadas ao agronegócio.

Foi com esse foco que secretários de Agricultura e Meio Ambiente da região Tocantina, junto às suas equipes, participaram de um encontro promovido pelo Sebrae na última quinta-feira (23), em Imperatriz, para discutir caminhos que integrem regularização, tecnologia e desenvolvimento sustentável no campo.

“A regularização ambiental tem impacto direto no acesso ao crédito, porque muitos documentos são pré-requisitos para financiamentos. Quando isso não está organizado, há um efeito em cadeia que trava investimentos, reduz a geração de emprego e afeta a economia local”, explicou Aline Maracaípe, analista técnica do Sebrae em Imperatriz.

Regularização ambiental como porta de entrada para o crédito

A adequação às exigências ambientais tem se tornado um dos principais critérios para acesso a financiamentos agrícolas. Documentação regularizada, licenciamento ambiental e conformidade com normas são hoje condições básicas para que produtores consigam crédito em instituições financeiras.

O debate sobre legislação e inovação ganha relevância não apenas do ponto de vista técnico, mas também econômico. (Sebrae / Divulgação)

O engenheiro agrônomo Jonas Tiago Rodrigues destacou que a falta de organização documental tem gerado impactos significativos no setor. Segundo ele, a restrição de crédito compromete não apenas o produtor, mas toda a cadeia econômica local, reduzindo investimentos e a geração de empregos.

Jonas relembrou que, em 2004, mais de R$ 6,2 bilhões deixaram de ser financiados no setor agrícola, ilustrando o efeito direto da ausência de regularização sobre o desenvolvimento. “Quando o produtor não acessa crédito, ele deixa de investir e isso impacta desde a propriedade até o comércio local”, explicou.

Na prática, a necessidade de orientação técnica também é percebida pelas equipes municipais que atuam diretamente com os produtores.

“Para a gente, esse tipo de conhecimento é imprescindível, porque conseguimos levar essas orientações aos produtores e colaboradores do município. Isso impacta tanto economicamente quanto socialmente, ao mostrar quais caminhos seguir e a quem recorrer para garantir seus direitos”, afirmou Kaio Wilquen, representante da Secretaria de Agricultura de João Lisboa.

Tecnologia no campo exige responsabilidade e capacitação

O uso de drones na aplicação de defensivos agrícolas já é uma realidade crescente no campo, trazendo ganhos operacionais importantes. A tecnologia permite maior agilidade, redução de custos e precisão no controle de pragas e doenças.

De acordo com o fiscal estadual agropecuário André Gonçalves Ferreira, o uso correto dessas aeronaves é fundamental para garantir os benefícios da tecnologia. Ele alerta que aplicações inadequadas podem causar danos ambientais, riscos à saúde pública e penalidades legais.

“Quando utilizada com aeronaves certificadas e operadores credenciados, a tecnologia se torna uma grande aliada do produtor, tornando a produção mais eficiente e econômica”, destacou.

Nesse cenário, a qualificação técnica e o cumprimento das normas são essenciais para que a inovação não se transforme em risco.

A adequação às exigências ambientais tem se tornado um dos principais critérios para acesso a financiamentos agrícolas. (Sebrae / Divulgação)

Já na gestão municipal, o desafio também passa pela orientação direta aos produtores e pelo fortalecimento das práticas legais no campo

“Esse tipo de orientação nos ajuda a levar informação mais clara aos produtores, especialmente sobre regularização e segurança jurídica. Isso reflete diretamente no acesso ao crédito e na melhoria das atividades dentro das propriedades”, afirmou Voniz Aguiar, secretário de Meio Ambiente de São João do Paraíso.

Serviço – O empreendedor interessado em conhecer como o Sebrae pode apoiar seu negócio deve buscar orientações nas Unidades de Negócios na capital e no interior (Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Chapadinha, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro, Presidente Dutra, Rosário, Santa Inês e São Luís), ou ainda nos NAE Barreirinhas, NAE Colinas e NAE Timon, além das Salas do Empreendedor localizadas em diversos municípios do Maranhão.

Outras informações também estão disponíveis no Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou pela Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão no Instagram (@sebraemaranhao) e no YouTube.

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