A trajetória do NaFonte começa longe das tintas e pincéis. Natural de Londrina (PR), Carol Calado construiu sua formação e início de carreira na área da saúde, como biomédica. Foi nesse período, ainda no Sul do país, que ela teve o primeiro contato com um modelo de trabalho que mudaria seu futuro, o coworking.
“Eu nunca tinha ouvido falar de escritório compartilhado. Achei aquilo muito inovador e guardei a ideia comigo”, lembra Carol.
Em 2013, já de volta ao Maranhão, ela retomou a rotina em laboratório, mas a vontade de trabalhar de forma mais criativa e próxima das pessoas falava mais alto. A virada começou quando, junto com o companheiro, designer e fotógrafo, encontrou uma casa no Centro Histórico de São Luís. O imóvel reunia dois desejos: um espaço de trabalho para ele e a oportunidade de criar um ambiente novo, voltado à economia criativa.

O coworking que virou ponto cultural
O NaFonte nasceu oficialmente em 2015 como um escritório compartilhado voltado principalmente a profissionais criativos como arquitetos, ilustradores, fotógrafos e designers que frequentavam o Centro Histórico da capital. No dia a dia, Carol começou a perceber uma demanda além das mesas de trabalho.
“Muitos desses profissionais não tinham onde oferecer cursos e oficinas, e existia um público interessado em aprender arte. Eu vi ali uma oportunidade”, conta.
A partir dessa escuta, o espaço passou a sediar oficinas e cursos. Em 2016, Carol organizou a primeira feira criativa do NaFonte, em um momento em que eventos desse tipo ainda eram raros em São Luís. A iniciativa ajudou a movimentar a cena cultural da cidade e atraiu atenção da mídia e de novos públicos interessados em consumir arte de forma mais próxima e acessível.

Arte para todas as idades
Com o crescimento das atividades, o NaFonte ampliou a programação. Vieram festivais de cerveja artesanal, também pioneiros na cidade, e, principalmente, a consolidação dos cursos de arte. Hoje, o espaço mantém turmas regulares e oficinas criativas aos fins de semana, com convidados locais, regionais e até nacionais.
Entre as técnicas já trabalhadas estão aquarela, cerâmica, bordado, encadernação artesanal, estamparia, crochê e fotografia. Carol, que fez a transição de carreira, também se tornou professora de aquarela.
“Eu gosto de dizer que aqui a gente vai dos 6 aos 99 anos. Muita gente acha que arte é coisa de criança, mas temos muitos adultos que voltam a desenhar e pintar depois de anos. Eles percebem como isso ajuda a desacelerar e a se reconectar”, diz.
O espaço também se destaca pela diversidade do público, reunindo crianças, adultos, idosos e pessoas autistas nas mesmas turmas, em um ambiente acolhedor e sem pressão por resultados.
Com o tempo, o NaFonte ultrapassou os limites da casa no Centro Histórico. O modelo de oficinas passou a ser levado para empresas, aniversários e confraternizações, além de parcerias com outros estabelecimentos da cidade, como eventos que unem arte e degustação de vinhos.
Paralelamente, Carol fortaleceu a atuação como produtora cultural, participando de editais públicos e privados. Ao longo da trajetória, já conquistou três aprovações, ampliando o alcance das ações do espaço.

Impulso do Sebrae Maranhão
O crescimento do NaFonte ganhou um reforço importante com o apoio do Sebrae no Maranhão. Carol buscou capacitações, participou de projetos e passou a contar com orientação para estruturar melhor o negócio.
“O Sebrae sempre esteve próximo, com cursos, orientações e pessoas acessíveis. Isso faz muita diferença para quem está empreendendo, principalmente na área cultural”, afirma.
Em 2025, esse vínculo se consolidou com o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, reconhecimento que trouxe ainda mais visibilidade ao trabalho desenvolvido no espaço.
“Quando você está conectado ao Sebrae, o público de fora passa a enxergar seu trabalho com mais seriedade. Dá uma segurança maior, tanto para quem empreende quanto para quem contrata”, declara.
Mais de uma década após guardar a ideia de um coworking na memória, Carol Calado vê o NaFonte como um organismo vivo, em constante transformação. O que começou como um escritório compartilhado se tornou um ponto de encontro entre arte, convivência e qualidade de vida.
Em meio à rotina acelerada e ao excesso de telas, o espaço propõe algo simples e poderoso, que é parar por algumas horas para criar com as próprias mãos e, nesse processo, também se reconectar consigo mesmo.
Procure o Sebrae
Se você quer saber mais sobre o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios ou conhecer as iniciativas do Sebrae na área de Inovação, procure a sede do Sebrae, no Jaracaty, em São Luís. Outras informações também estão disponíveis no Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou pela Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).
