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Com o apoio do Sebrae, produtores de São Bento (MA) ampliam estratégias para fortalecer o Viveiro Floresta Viva

O Sebrae, em parceria com Banco do Nordeste, AgroAmigo e Secretarias Municipais de São Bento, levou conhecimento e oportunidade de crédito para fortalecer a atividade dos viveiristas
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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Desenvolver o maior viveiro público florestal a céu aberto do Brasil com estratégia e foco na sustentabilidade. Esse é um dos caminhos apontados durante o Encontro de Produtores do Viveiro Floresta Viva, realizado em São Bento, na última semana, que reuniu agricultores e viveiristas, representantes do poder público e instituições financeiras para discutir estratégias de fortalecimento da atividade. A iniciativa foi realizada pelo Sebrae, em parceria com o Banco do Nordeste, AgroAmigo e as Secretarias Municipais de Agricultura e de Meio Ambiente de São Bento.

O encontro foi pensado pelo Sebrae como um momento de fortalecimento da sustentabilidade trabalhada no viveiro, por meio do conhecimento aprofundado em Economia Verde, um conceito de produção com olhar para a preservação. Realizada no próprio viveiro, a reunião levou ainda informações aos empreendedores sobre formação de preço de venda das mudas de açaí, além da apresentação das linhas de crédito do AgroAmigo.

Mais do que produzir mudas, os viveiristas trabalham em uma atividade que conecta geração de renda, agricultura e conservação ambiental. O cultivo de espécies de interesse econômico, como o açaí BRS Pai d’Égua, e de espécies nativas pode representar uma fonte adicional de receita para as famílias e gerar oportunidades de ocupação no campo, ao mesmo tempo em que contribui para o uso sustentável dos recursos naturais.

Para os produtores, compreender essa relação é também uma forma de enxergar novas possibilidades para o próprio negócio. A agricultora e viveirista Dilena Oliveira destacou que o encontro ajudou a ampliar a percepção dos participantes sobre a atividade.

“O foco principal deste encontro foi a economia verde, que oferece a preservação do meio ambiente com desenvolvimento econômico juntamente com o crescimento financeiro. Eu achei muito importante este momento como uma forma de aquisição de conhecimento. Pudemos saber mais sobre o assunto e entender como estamos inseridos nessa temática”, contou.

Para o Secretário Municipal de Agricultura de São Bento, Valmir Gomes, o momento foi de oportunidade para os viveiristas. “Esse foi um momento muito importante de aquisição de muito conhecimento por parte dos viveiristas que viram que com a estratégia certa podem continuar desenvolvendo o viveiro com sustentabilidade e lucro”, destacou.

 Encontro promoveu troca de conhecimentos entre produtores do Viveiro Floresta Viva, com informações sobre economia verde, formação de preços e oportunidades de mercado. (Divulgação/Sebrae)

O Maior Viveiro Público a Céu aberto do Brasil – Lançado em 2024 no município de São Bento, o Viveiro Floresta Viva possui capacidade anual para produzir até 1 milhão de mudas, consolidando-se como o maior viveiro público do país. A iniciativa reúne cerca de 100 famílias da agricultura familiar, que cultivam, principalmente, espécies de açaí, um fruto nativo com forte potencial de mercado na região.

Organizados de forma coletiva, os produtores encontram no viveiro um espaço de produção e desenvolvimento. Com o apoio do Sebrae, a expectativa é aprimorar o desempenho dentro do programa, auxiliando o processo de produção e a identificação de oportunidades e estratégias de comercialização

Conhecimento para fazer o viveiro crescer

A Economia Verde se baseia em três pilares fundamentais: a baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e inclusão social. Para a vice-presidente do Viveiro Floresta Viva, Raimunda Rosa Reis Seguins, compreender esses princípios pode ajudar a associação a avançar sem abrir mão da conservação ambiental.

“É importante conhecer melhor sobre o assunto e saber como podemos melhorar o desempenho do viveiro, como podemos continuar crescendo, investindo mais nesse processo e conservando a natureza,” disse.

Nesse contexto, a economia verde foi apresentada aos produtores não apenas como um conceito ambiental, mas como uma possibilidade de agregar valor à produção. A adoção dessa perspectiva também pode favorecer novas parcerias e projetos, além de contribuir para ações de recuperação ambiental.

A formação de preços das mudas de açaí também esteve entre os assuntos trabalhados durante o encontro. Para quem produz, conhecer os custos envolvidos e estabelecer preços de venda de forma adequada é fundamental para compreender a rentabilidade da atividade e tomar decisões mais seguras sobre produção, investimentos e comercialização.

Crédito como oportunidade para investir na produção

Outro momento de destaque foi a apresentação das linhas de crédito do AgroAmigo, do Banco do Nordeste. A iniciativa aproximou os produtores de informações sobre possibilidades de financiamento e mostrou que o acesso ao crédito pode ser um instrumento para transformar projetos em investimentos concretos no viveiro.

O gerente do Banco do Nordeste em Pinheiro, Antônio Carlos Gonçalves de Abreu, ressaltou a importância da aproximação entre produtores e instituições que podem contribuir para o desenvolvimento da atividade.

“Falamos de coisa séria: transformar nosso açaí da Baixada em renda, em crédito na mão, em assistência e em orgulho pra nossa terra. O Viveiro Floresta Viva já está pronto para ser o berço de milhares de mudas que vão virar floresta, sustento e desenvolvimento sustentável. O Banco do Nordeste dará apoio aos produtores que desejam transformar seus sonhos em realidade”, contou.

Para a presidente da Associação Viveiro Floresta Viva, Raimunda Cristina Durans Araújo, o encontro teve um significado especial por reunir, no mesmo espaço, produtores, comunidade e instituições parceiras.

“Os viveiristas já perceberam que não estão sozinhos. E um dos pontos mais significativos, ou até mais importante, foi a segurança transmitida pela equipe do banco em assegurar uma linha de crédito segura, que beneficia cada trabalhador ali presente”, pontuou.

Raimunda também destacou a trajetória de parceria com o Sebrae. “Ele foi um divisor de águas no nosso projeto e hoje somos uma associação grata ao Sebrae”, afirmou.

Para a gerente da Unidade de Negócios Sebrae na Baixada-Litoral Ocidental, com sede em Pinheiro, Rosa Amélia Borges, iniciativas como esse encontro fortalecem o empreendedorismo rural ao levar aos produtores ferramentas que podem ser aplicadas diretamente na atividade.

“Quando o produtor conhece melhor os custos daquilo que produz, entende como formar seu preço e, ao mesmo tempo, passa a enxergar as oportunidades de crédito e as possibilidades que a economia verde oferece, ele amplia sua capacidade de tomar decisões sobre o próprio negócio. Nosso papel é aproximar conhecimento, orientação e parceiros para que esses empreendedores possam transformar uma atividade que já existe no território em uma oportunidade cada vez mais estruturada e sustentável”, explicou a gerente.

Ao fortalecer a produção de mudas de açaí e de espécies nativas, o Viveiro Floresta Viva se insere em uma cadeia que une produção, geração de renda e conservação, mostrando que o desenvolvimento econômico do território também pode caminhar lado a lado com a preservação dos recursos naturais.

Serviço: Quer saber mais? Procure a Unidade de Negócios do Sebrae na Baixada-Litoral Ocidental, com sede em Pinheiro, no WhatsApp, (98) 99191 9305, ou presencialmente, na Rua Maria Pinheiro Paiva, bairro Antigo Aeroporto, próximo ao SAMU, ou ainda, na Sala do Empreendedor mais próxima para obter orientações sobre as possibilidades de atendimento.

Para mais informações sobre a atuação do Sebrae, acesse o Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou entre em contato pela Central de Atendimento, no telefone 0800 570 0800 (também contato de WhatsApp) ou pelos Canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (Sebrae Maranhão – https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

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