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Sebrae promove Mês do Artesão valorizando a arte de mãos que criam e geram negócios no Maranhão

Programação acontece na capital e em sete municípios, como estratégia de valorização do artesanato, fortalecimento da comercialização e das orientações ao artesão.
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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Sob o lema “Mãos que criam, negócios que crescem”, o Sebrae Maranhão realiza, até o dia 31 de março, uma extensa programação dedicada a valorizar o artesanato maranhense como força econômica e cultural e de alavancagem do turismo.

Riqueza e diversidade do artesanato maranhense são celebrados no Mês do Artesão, organizado pelo Sebrae. (Sebrae/Divulgação)

A iniciativa, coordenada pela Unidade de Empreendedorismo Territorial, busca qualificar artesãos e empreendedores do segmento em todo o estado, promovendo o acesso a mercado e o fortalecimento de pequenos negócios criativos, além de estimular práticas de sustentabilidade, formação correta de preços, melhorias de produtos, estratégias de vendas e marketing, com o uso de canais e ferramentas digitais.

Mês do Artesão – As ações programadas para o mês são também estratégia para enfrentamento de desafios históricos do setor, como a precificação correta, design de produtos e posicionamento comercial. Com uma abordagem participativa, 13 municípios (Arame, Balsas, Barreirinhas, Caxias, Chapadinha, Imperatriz, Parnarama, Pedreiras, Presidente Dutra, Rosário, Santa Inês, Santa Rita e São Luís) realizam, desde o dia 12 de março, várias atividades, como caravanas, oficinas, mini-palestras, feiras e rodadas de negócios.

Feira de Artesãos em Rosário integra programação do Mês do Artesão (Sebrae/Divulgação)

“O Mês do Artesão celebra uma das expressões culturais mais importantes do Maranhão. Propusemos esse movimento, com mais de 20 ações em várias localidades e vários parceiros, para levar qualificação, incentivar a melhoria contínua e dar mais visibilidade para os artesãos e artesãs maranhenses”, reforçou Flávia Nadler.

Programação – Na abertura das atividades, na capital, foram realizadas duas oficinas no Ceprama, resultado de uma parceria entre o Sebrae (Unidade de Negócios de São Luís) com a Setur/MA e a coordenação local do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), além de uma Feira de Artesãos, em Rosário, em conjunto com a prefeitura municipal.

Em São Luís, oficinas que marcaram a abertura do mês comemorativo reunindo artesãos e técnicos do Sebrae e Setur MA (Sebrae/Divulgação)

Em Barreirinhas, também no dia 19, foram oferecidas capacitações com oficinas de precificação e marketing. Já no dia 20, Santa Rita recebeu uma programação com Feira da Mulher Empreendedora e palestra, em parceria com a prefeitura.

A agenda segue em Imperatriz, onde no dia 23 acontece a Oficina Criativação, promovida pelo Sebrae. Na mesma data, Arame inicia uma programação que se estende até o dia 24, com oficina de precificação voltada a artesãos dos povos originários, em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo.

No sul do estado, Balsas realiza, no dia 30, às 9h, uma homenagem aos artesãos, com roda de conversa sobre mercado e oportunidades. A ação é desenvolvida em conjunto com o Conselho Municipal de Turismo, a prefeitura e a Associação dos Artistas Plásticos e Artesãos do município.

Em Parnarama, no dia 26, a programação inclui palestra, exposição de artesãos e aplicação de diagnóstico para mapear a cadeia do artesanato local. Em Caxias, também estão previstas palestra e levantamento de dados do setor. Já em Pedreiras, no dia 28, a Unidade de Negócios de Bacabal promove a Feira do Artesanato, além de palestra e roda de conversa com os participantes.

Oficinas marcam abertura do Mês do Artesão em São Luís 

Coincidindo com o Dia do Artesão (19/03), em São Luís, no Ceprama, a programação teve foco na transformação digital e em estratégias de mercado, com orientações para ampliar a presença online e impulsionar as vendas dos artesãos.

Equipes do Sebrae e Setur levam orientações ao artesão em oficinas que marcaram a abertura do mês comemorativo em São Luís (Sebrae/Divulgação)

As oficinas foram ministradas por Sandro Melo, da Nexxi Estratégia, e Antônio Castro (Setur MA), reunindo cerca de 50 artesãos. Melo abordou o tema “Ferramentas Digitais que podem transformar seu negócio de artesanato”, e Antônio Castro discorreu sobre “Artesanato que gera renda”, enfatizando estratégias de preço, produto e vendas.

O momento contou com as presenças da coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) no Maranhão, Liliane Castro; do gerente da Unidade de São Luís, Antônio Veras; da gestora de Turismo e Artesanato do Sebrae, Flávia Nadler; da gestora de Artesanato na Unidade de São Luís, Marcia Roberta, e da gestora de Turismo no polo São Luis, Flor Castro.

Mesmo com dificuldades, artesãos relatam gosto pelo trabalho e esperanças de melhorias

Antônia Ferreira Silva trabalha com azulejaria e cerâmica desde os 12 anos. Participante das oficinas na capital, ela enfatiza que o momento traz novo ânimo. “São 48 anos de estrada, atuando em São Luís e comercializando no Ceprama. Nossa maior dificuldade é a baixa divulgação para atrair compradores locais. Somos muito dependentes do turista, o que dificulta as vendas. Eu não vendo para fora, mas estes conhecimentos trazidos pelo Sebrae vão me dar uma ajuda para melhorar. Tenho esperança de melhorar muito”, diz ela.

Para a artesã Antônia Ferreira, que trabalha com pintura em azulejo, os conhecimentos trazidos nas oficinas ajudam a melhorar vendas e atrair mais clientes. (Sebrae/Divulgação)

Dona Maria Rosa, que trabalha com artigos de crochê desde os 14 anos, também sente dificuldades na comercialização, formação do preço justo e para divulgar seus produtos. Para ela, as oficinas deram “uma luz”, mostrando novos caminhos. “Com essa ajuda do Sebrae e da Setur, sinto que podemos crescer. Nosso artesanato precisa de atenção e carinho”, reflete ela.

Artesã desde os 14 anos, Dona Maria Rosa tem esperança em um futuro melhor (Sebrae/Divulgação)

De Raposa, Edileuva Marques de Oliveira trabalha com bordados (vagonite, trançados em fita, ponto cruz e ponto russo). Ela, que produz e comercializa na loja de uma prima, adora trabalhar e aproveita os cursos para aprimorar os produtos e vender mais. “Tudo que eu sei, aprendi sozinha. Mas o artesão precisa de muita parceria. Os cursos me ajudam, com novas informações e orientações para que meu produto seja melhor e eu tenha a chance de ter uma renda melhor”, finalizou a artesã.

Edileuva Oliveira: “o artesão precisa de muitas parcerias como esta do Sebrae” (Sebrae/Divulgação)

Relevância para o turismo 

Dados do setor reforçam a relevância do artesanato maranhense. Além da reconhecida riqueza e variedade, o Maranhão conta com cerca de 3.946 artesãos formalizados desde 2008, conforme dados do Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB). São Luís lidera o número de registros, seguido por municípios como Grajaú, Barreirinhas e Imperatriz, o que evidencia forte presença do artesanato em diferentes regiões do estado. Entendido como um traço cultural importante para alavancagem do turismo, o artesanato tem recebido atenção especial do Sebrae.

Feira da Mulher Empreendedora em Santa Rita reforça protagonismo feminino na produção artesanal (Sebrae/Divulgação)

Segundo Flávia Nadler, o segmento vem sendo atendido ao longo dos anos por meio de diversas iniciativas que levam em consideração etapas como a produção e acesso ao mercado. Essa atuação do Sebrae abrange um ciclo que vai desde a preparação do artesão para empreender, passando pela matéria-prima e confecção das peças. Nesse processo, se incluem ações para melhoria de processos de gestão e marketing, a criação de valor agregado e de aprimoramento do design, noções de sustentabilidade, promoção e comercialização dos produtos. “Em todo esse ciclo, o Sebrae contribui para que o artesão seja mais competitivo e alinhado ao que o mercado pede, por meio dos nossos cursos, consultorias, eventos e feiras, assim como também das nossas soluções presenciais e digitais. Isso tudo realmente contribui para dinamizar toda a cadeia do artesanato, dando ao artesão uma visão empreendedora e também o sentido de melhoria contínua sempre alinhado ao que o mercado está buscando”, finalizou Nadler.

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