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Empreendedores da moda aceleram cadeia produtiva no Munim e atraem encomendas de grandes marcas

Com articulação técnica do Sebrae, SENAI, SINDVEST e FIEMA, aliança firmada em Rosário projeta expansão do vestuário regional nos próximos quatro anos.
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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Fazer com que a riqueza cultural do Maranhão vire peças de vestuário disputadas nas vitrines de todo o país e garantir que a produção fique dentro do próprio estado são os desafios que unem empreendedores do setor têxtil local. Esse movimento de virada ganhou força em Rosário durante o Encontro da Moda, evento que colocou artesãs, estilistas e proprietários de fábricas no centro das decisões ao articular o Pacto pelo Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Moda e Confecção da Região do Munim, plano de ação estratégica planejado para o ciclo de 2027 a 2030.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Sebrae Maranhão, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-MA), o Sindicato das Indústrias de Malharia e de Confecções de Roupas em Geral do Estado do Maranhão (SINDVEST) e a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA). O objetivo é estruturar um ambiente de negócios sólido, conectando a qualificação técnica de base ao suporte gerencial e à abertura de novos mercados.

Com articulação técnica do Sebrae, Senai, Sindvest e Fiema, aliança firmada em Rosário projeta expansão do vestuário regional nos próximos quatro anos. (Divulgação/FIEMA)

Identidade e criação autoral

Para a estilista e empresária Jacirene França, proprietária da marca Use+, a valorização da identidade regional depende diretamente da cooperação prática entre oficinas, costureiras e designers. “A gente precisa fazer isso no coletivo”, afirma Jacirene. A marca trabalha com moda autoral, atemporal e inclusiva, utilizando o upcycling para transformar peças e resíduos têxteis em produtos com identidade e valor agregado.

Essa visão de mercado é compartilhada pela designer, professora e consultora de moda Renata Vasconcelos, que conduziu o bate-papo “A força da Moda Maranhense: identidade, negócios e oportunidades”. “O nosso diferencial sempre vai ser a nossa cultura e o nosso potencial natural”, afirma Renata, propondo um olhar atento para paisagens, cores, texturas e vivências territoriais para compor produtos comerciais de alto valor agregado.

Programação contou com o bate-papo “A força da Moda Maranhense: identidade, negócios e oportunidades”. (Divulgação/FIEMA)

Novos mercados

A capacidade de entrega da indústria instalada no Munim já é realidade comprovada por quem está na ativa. Durante visita de encerramento do encontro à fábrica MM Alta Costura, os participantes conferiram a operação de uma confecção local que emprega cerca de 50 funcionários e fabrica para marcas de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de abrir portas para novas grifes regionais.

A integração dos polos fabris para enfrentar desafios comerciais também mobiliza as entidades de classe. A presidente do SINDVEST, Ana Rute Rocha Nunes, liderou uma delegação de 25 empresários da capital até Rosário para integrar as empresas ao polo do interior. “Se a gente não se unir, a gente não consegue chegar a lugar nenhum”, afirma Ana Rute, que aproveitou para convidar as empresas de Rosário para a sétima edição do Maranhão Fashion Week, marcada para 18 de novembro, na sede da FIEMA, em São Luís.

O Encontro da Moda foi realizado na quarta-feira (4), em Rosário. (Divulgação/FIEMA)

Estruturação do Arranjo Produtivo Local

A consolidação do setor na região foi debatida a partir da construção de uma agenda conjunta voltada ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Moda e Confecção da Região do Munim. O objetivo do APL é organizar o ecossistema regional em etapas práticas, priorizando o mapeamento de costureiras, oficinas, fornecedores e compradores, além da ampliação da formação gerencial, do desenvolvimento de novas peças e da inserção direta das confecções em feiras,rodadas de negócios e compras corporativas.

Na avaliação do diretor técnico do Sebrae Maranhão, Mauro Borralho, a proximidade contínua entre instituições e iniciativa privada sustenta o desenvolvimento de toda a cadeia de valor. “A gente imagina uma rede, uma cadeia, com mais conexões ainda”, afirma Borralho.

Diretor técnico do Sebrae Maranhão, Mauro Borralho. (Divulgação/FIEMA)

Pacto regional e metas até 2030

Para dar sustentabilidade a esse movimento, a programação avançou na proposta do Pacto pelo Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Moda e Confecção da Região do Munim. Segundo a analista do Sebrae Munim – Baixo Itapecuru, Andressa Batista, o planejamento para o período de 2027 a 2030 busca fortalecer as empresas já instaladas e criar condições favoráveis para a chegada de novos empreendimentos, aproveitando a posição estratégica de Rosário, próxima a São Luís e na rota para os Lençóis Maranhenses.

A governança do pacto terá como base um Caderno de Pactuação, documento que reunirá o diagnóstico territorial, o detalhamento das responsabilidades de cada parceiro e o plano de ação institucional. A validação conjunta dessas metas servirá de base para a formalização dos compromissos entre iniciativa privada, poder público e entidades de apoio.

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