O que chega ao fim pode também ser o começo de uma nova história. É a partir dessa ideia que uniformes que seriam descartados pela Milplan Engenharia começam a ganhar novos significados e novas possibilidades. Em Santo Antônio dos Lopes, o lançamento da Jornada Recria Mil, realizado na última sexta-feira (2), marcou o início de uma iniciativa que une sustentabilidade, qualificação profissional e empreendedorismo.
Desenvolvida em parceria entre Sebrae Sertão Maranhense, Milplan Engenharia e SENAI, a jornada terá duração de 12 semanas e foi estruturada para ir além da transformação de tecidos. A proposta é transformar materiais descartados em novos produtos e, principalmente, conhecimento em oportunidades de geração de renda.
“O projeto Recria Mil promove a capacitação e o reaproveitamento de materiais que seriam descartados no meio ambiente. Como participante, fico muito feliz em fazer parte dessa iniciativa e ter a oportunidade de aprender, adquirir novos conhecimentos e vivenciar essas duas experiências”, afirma Ana Dalva de Sousa, participante da jornada.

Como funciona – A ideia da Jornada Recria Mil nasceu a partir de uma conversa entre o Sebrae e a Milplan sobre como ampliar o impacto de uma iniciativa socioambiental já desenvolvida pela empresa, que busca dar novos destinos aos resíduos e uniformes utilizados em suas operações.
A iniciativa está organizada em dois eixos: Inovação e Costura Sustentável, voltado ao reaproveitamento dos uniformes descartados pela empresa; e Desenvolvimento Empreendedor e Humano, com capacitações para desenvolver competências necessárias à criação e gestão de negócios.
Ao longo da jornada, os uniformes serão transformados em novos produtos, como bolsas, ecobags e acessórios, mostrando na prática como o reaproveitamento pode estar associado à geração de valor. O SENAI será responsável pela formação técnica em corte e costura e pelo processo de transformação dos tecidos. Já o Sebrae, atua na gestão da jornada e na formação empreendedora, acompanhando os participantes desde a mobilização até a apresentação dos resultados.

“Estou muito feliz em participar desse projeto, contribuir com o que já aprendi e ter a oportunidade de construir algo novo. Por ser uma pessoa de mais idade, eu achava que não tinha mais tanto a oferecer, mas essa experiência está me mostrando que sou capaz de aprender e fazer coisas novas. Afinal, nunca é tarde para aprender e recomeçar”, destaca dona Rosina Carvalho, participante.
As participantes terão ainda contato com conteúdos relacionados a gestão financeira, vendas, mercado e desenvolvimento de competências empreendedoras. A lógica é conectar a habilidade técnica para produzir e o conhecimento necessário para transformar a produção em uma possibilidade de negócio.
Investimento no território – Para a Milplan, a jornada também representa uma forma de fortalecer o investimento socioambiental nos territórios onde a empresa atua. E a parceria com o Sebrae reúne diferentes competências em torno de um mesmo propósito: dar novo destino aos materiais e ampliar as possibilidades para as pessoas que participam da iniciativa.

“A jornada surgiu da necessidade da Milplan de realizar investimento socioambiental nos territórios onde a gente atua. E nessa iniciativa juntamos o Sebrae e o SENAI, com essa jornada de capacitação profissional e desenvolvimento pessoal e comunitário aqui no território”, explica Paulo Vitor Costa, analista de Responsabilidade com Comunidades da Milplan.
A conclusão da jornada será com uma Vitrine de Resultados, prevista para o dia 27 de novembro, quando serão apresentados os produtos desenvolvidos e os resultados do processo de aprendizagem. O momento deverá representar a materialização de um conceito que está presente desde o nome do projeto: recriar.
“A Jornada Recria Mil acompanha as participantes desde a apresentação do projeto e a formação empreendedora até a etapa final, quando elas apresentam os conhecimentos adquiridos ao longo das 12 semanas. A proposta é prepará-las para transformar esse conhecimento em produtos, oportunidades de geração de renda e novos projetos, contribuindo para a construção de um futuro com mais autonomia e dignidade”, finaliza Iva Melo, gerente da unidade regional do Sebrae no Sertão Maranhense.

