A presença de jornalistas do interior do Maranhão marcou a 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo e evidenciou a diversidade de vozes que ajudam a contar as histórias do empreendedorismo no estado. A premiação aconteceu nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Teatro Arthur Azevedo.
Profissionais que atuam fora da capital participaram da premiação, alguns deles chegando às etapas finais da disputa, levando para o reconhecimento estadual pautas produzidas a partir da realidade de diferentes territórios maranhenses.
Entre os destaques esteve o Sistema Pericumã de Comunicação, de Pinheiro, que teve o repórter Rickson Amaral como finalista. Embora não tenha conquistado o prêmio, a chegada à etapa final foi considerada pela equipe uma conquista importante, especialmente por representar uma das primeiras participações da emissora em uma premiação dessa dimensão.
Para Fabrício Matias, representante do Sistema Pericumã de Comunicação, a presença do veículo na premiação ajuda a dar visibilidade aos profissionais que produzem jornalismo longe da capital.
“Estamos muito orgulhosos de chegarmos até aqui porque essa representatividade é importante, porque demonstra a força dos nossos repórteres, a força do jornalismo do interior do estado, que é bem desafiador”, contou.
Segundo ele, questões como deslocamento e disponibilidade de recursos tornam a produção jornalística no interior um desafio adicional, o que aumenta a importância de iniciativas que estimulem e reconheçam esses profissionais.

A trajetória de jornalistas que saíram do interior e passaram a atuar em grandes veículos da capital também esteve representada na premiação. Repórter da TV Mirante, Nice Ribeiro nasceu em Pinheiro, na Baixada Maranhense, e destacou a importância do reconhecimento para profissionais que diariamente levam ao público histórias de diferentes realidades.
“Eu vim da região da Baixada Maranhense, da cidade de Pinheiro, consegui abrir espaço e trabalhar aqui em São Luís na TV Mirante. Então, essa é uma trajetória e, quando a gente tem nosso trabalho reconhecido a partir de uma história que é contada com o apoio do Sebrae, é muito gratificante.”
Para Nice, o prêmio também representa uma oportunidade de valorizar o próprio jornalista, que muitas vezes está concentrado em mostrar os desafios enfrentados por outras pessoas.
“A gente, enquanto jornalista, entra na casa das pessoas mostrando o trabalho, mostrando as dificuldades, os desafios, e o Prêmio nos dá a oportunidade de mostrar o outro lado, porque homenageia o profissional da comunicação enquanto pessoas que também passam por dificuldade”, finalizou.
Um retrato de diferentes “Maranhões”
A produção jornalística feita a partir dos territórios permite, assim, que histórias de pequenos negócios, produtores, trabalhadores e empreendedores, que nem sempre estão no centro da cobertura dos grandes veículos, também alcancem novos públicos.
Para Marcelo Moreira, repórter da TV Mirante e primeiro colocado na categoria Melhor Vídeo, em seu trabalho premiado, o jornalista abordou a cadeia produtiva do babaçu a partir de uma reportagem produzida em Coroatá. A pauta levou a equipe até o interior para ouvir pessoas que vivem da atividade e mostrar sua relação com a economia, a agricultura e a subsistência.
“O Prêmio Sebrae de Jornalismo dá espaço para pessoas de várias regiões do estado e isso é importante para as pessoas que estão lá dando voz aos empreendedores. No nosso caso, viajamos para Coroatá para dar voz às pessoas que trabalham com o coco babaçu e o que isso representa na economia, na agricultura, na subsistência. Assim como nós tem outros muitos jornalistas que estão dando voz aos empreendedores no interior do estado”, disse.
Recorde de inscrições
A 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo foi marcada ainda pelo recorde de participação no Maranhão. Ao todo, 197 trabalhos foram inscritos, o maior número já registrado no estado. Com o resultado, o Maranhão ficou na liderança em inscrições entre os estados das regiões Norte e Nordeste e entre os cinco maiores participantes do país.
O prêmio contempla as categorias Texto, Áudio, Vídeo e Fotojornalismo, além da modalidade especial de Jornalismo Universitário. Os trabalhos passam pelas etapas estadual, regional e nacional, ampliando a possibilidade de circulação e reconhecimento das produções.
Para João Torres, gerente da Comunicação do Sebrae Maranhão, a presença de profissionais de diferentes municípios reforça a parceria entre imprensa e empreendedorismo.
“É uma alegria muito grande receber jornalistas de todo Maranhão para celebrar não só o Prêmio Sebrae de Jornalismo, mas celebrar a força do empreendedorismo dos pequenos negócios que são repassados diariamente por todos os veículos de comunicação do estado”, destacou.
Na avaliação de Albertino Leal, superintendente do Sebrae Maranhão, o número recorde de inscrições demonstra a força da produção jornalística no estado e a importância da parceria construída com os profissionais de comunicação.
“Nós estamos muito felizes em desenvolver o nosso trabalho com o apoio do jornalismo de todo o nosso estado”, pontuou.
Mais do que reunir profissionais para uma noite de premiação, a participação de jornalistas do interior evidencia que o jornalismo maranhense é produzido a partir de diferentes territórios, sotaques, experiências e realidades. Ao abrir espaço para essas produções, o Prêmio Sebrae de Jornalismo contribui para ampliar a visibilidade de histórias que nascem nos municípios e ajudam a revelar a diversidade do empreendedorismo e dos pequenos negócios no Maranhão.

