A força das quebradeiras de coco de Coroatá e as oportunidades geradas pelo aproveitamento sustentável do babaçu levaram o jornalismo maranhense à final do 13º Prêmio Sebrae de Jornalismo. Com uma reportagem exibida no programa Repórter Mirante, da TV Mirante, o repórter Marcelo Moreira conquistou a vaga do Nordeste na categoria Vídeo e está entre os cinco finalistas regionais que disputarão o reconhecimento nacional.
A cerimônia de premiação será realizada em 26 de novembro, às 19h, em Brasília, no Distrito Federal. Até chegar à decisão, a reportagem venceu a etapa estadual no Maranhão e foi selecionada na etapa regional, que reuniu os trabalhos campeões dos nove estados nordestinos.
A classificação ganha dimensão diante da concorrência: a categoria Vídeo recebeu 1.310 inscrições em todo o país. Desse conjunto, apenas cinco trabalhos, um de cada região brasileira, chegaram à final nacional.

Em Brasília, a reportagem do Maranhão disputará o reconhecimento ao lado das produções vencedoras do Sul (Agro Saúde e Cooperação – Fibra da Bananeira, da NDTV Record de Santa Catarina), do Norte (Do Norte ao Sul, produção de jujubas de cupuaçu conquista o Brasil, da Rede Amazônica de Roraima), do Centro-Oeste (Empreendedorismo Inclusivo, da TV Brasil do Distrito Federal) e do Sudeste (Memórias Negras: empreendedores transformam memórias em negócio, da TV Globo de São Paulo).
O babaçu que move a bioeconomia no Maranhão
Produzida em Coroatá, a reportagem apresenta a importância socioeconômica do coco babaçu para o Maranhão. A narrativa acompanha o uso do recurso natural como fonte de renda e mostra a diversidade de insumos e produtos que podem surgir de seu aproveitamento sustentável, conectando o cotidiano das comunidades ao desenvolvimento da bioeconomia.
Ao dar visibilidade a essas experiências, o trabalho aproxima o público de um tema que reúne empreendedorismo, conhecimento tradicional e sustentabilidade. A história das quebradeiras de coco revela como uma atividade ligada à identidade maranhense também pode ampliar oportunidades econômicas.
“O Prêmio Sebrae de Jornalismo é um reconhecimento que incentiva não apenas o trabalho dos jornalistas brasileiros, mas também a luta dos povos empreendedores em suas diferentes camadas sociais. Foi pensando exatamente no jornalismo de soluções que o Repórter Mirante se propôs a mostrar como tem sido a exploração de um recurso natural tão rico e importante para o Maranhão”, explica Marcelo Moreira.

Para o gerente de Comunicação do Sebrae Maranhão, João Torres, a classificação reconhece a capacidade do jornalismo local de transformar histórias do território em pautas de relevância nacional.
“O Maranhão tem histórias que precisam ser conhecidas pelo Brasil. A reportagem de Marcelo mostra como o jornalismo pode dar visibilidade a quem empreende, revelar oportunidades e ampliar o debate sobre desenvolvimento. Representar o Nordeste em uma categoria com 1.310 inscritos demonstra a dimensão dessa conquista e a qualidade do trabalho realizado por esses parceiros indispensáveis da imprensa”, afirma.
Maranhão bate recorde de participação
A presença na final nacional acontece em uma edição histórica para o estado. O Maranhão registrou 197 inscrições, seu recorde de participação no prêmio. O resultado colocou o estado na liderança em número de trabalhos inscritos entre os participantes das regiões Norte e Nordeste e entre os cinco maiores do Brasil.
Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo, o desempenho reforça a importância da imprensa na valorização dos pequenos negócios e de seu papel no desenvolvimento.
“Esse é o reconhecimento da força do empreendedorismo maranhense. Para o Sebrae, que trabalha para fomentar os pequenos negócios, essa visibilidade tem grande valor: inspira outras pessoas, valoriza nossas potencialidades e mostra que o desenvolvimento também nasce dos saberes e das vocações de cada comunidade”, ressalta.

Três etapas até a decisão
O Prêmio Sebrae de Jornalismo reconhece trabalhos sobre empreendedorismo, sustentabilidade, inovação e a contribuição dos pequenos negócios para o desenvolvimento do país. A seleção ocorre em três etapas: estadual, regional e nacional.
Na primeira, foram escolhidos os melhores trabalhos de cada unidade da Federação. Na segunda, os campeões estaduais disputaram a representação de suas regiões. Agora, a etapa nacional reúne os cinco finalistas regionais de cada categoria.
Entre os critérios de avaliação estão relevância e interesse público, qualidade da narrativa, ética, originalidade, criatividade e diversidade de fontes. Na categoria Vídeo, também são considerados a qualidade estética, os recursos de edição e a capacidade de construir uma história coerente e de impacto para o telespectador.
