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Negócios do Maranhão projetam expansão nacional e nova Rota do Reggae na ABAV Expo 2026

Com apoio do Sebrae Maranhão, empreendedores do turismo participaram de pitches, rodadas de negócios e encontros com compradores nacionais e internacionais
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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Os desdobramentos da maior feira de turismo da América Latina já começam a desenhar novos rumos para o mercado do Maranhão. Após a recente passagem de empreendedores do estado pela ABAV Expo 2026, em São Paulo, o foco agora se volta para a consolidação de acordos comerciais e o avanço em projetos culturais inéditos, como a estruturação da Rota do Reggae.

Com o suporte do Sebrae, dez empresas maranhenses integraram as rodadas de negócios do evento, enquanto cinco delas apresentaram suas ofertas turísticas em pitches no estande da instituição. A iniciativa visou abrir mercados e ampliar a comercialização direta com agentes, operadores e compradores.

Experiências na Chapada das Mesas integram o portfólio de negócios turísticos maranhenses que buscam ampliar sua presença no mercado nacional. (Sebrae/ Divulgação)

Entre os destaques esteve a Cia do Cerrado Ecoturismo, de Carolina, representada pela empresária Izabel Lieber. A empresa atua com passeios personalizados na Chapada das Mesas e aposta em experiências que aproximam o visitante das belezas naturais do local.

“A gente oferece uma experiência nova, com passeios personalizados, onde apresenta o conhecimento da Chapada para os nossos clientes, em forma de fauna e flora. Então, a gente entrega uma experiência única aqui na Chapada das Mesas”, conta Izabel.

Da Chapada das Mesas para o mercado

Na ABAV Expo, a agência participou tanto do formato de pitch quanto das rodadas de negócios. As dinâmicas colocaram a empresa diante de profissionais que atuam diretamente na venda de destinos e rotas, aumentando a visibilidade da Chapada das Mesas no cenário nacional.

“É uma experiência extremamente positiva, porque nós conseguimos estar visíveis no mercado, mostrar a nossa marca, mostrar a qualidade do nosso serviço e mostrar a existência da Chapada das Mesas no cenário nacional de turismo.”

Segundo Izabel, esse contato costuma gerar novas conexões comerciais. “Essa presença junto aos operadores e ao público final é de suma importância para o crescimento da empresa em busca de novos negócios. A gente sempre consegue uma operadora nova, um contato novo. E mostrar as belezas da Chapada é também uma oportunidade, porque sempre tem alguém que não conhece, alguém que ouviu falar e gostaria muito de vir.”

Cia do Cerrado Ecoturismo apresenta experiência turística durante pitch na ABAV Expo 2026, em São Paulo. (Sebrae/ Divulgação)

Rodadas abrem novas possibilidades

As rodadas de negócios foram um dos principais espaços de comercialização da participação maranhense. As empresas tiveram contato com compradores nacionais e internacionais em diferentes agendas, incluindo rodadas multiprodutos e uma programação específica de etno e afroturismo.

Os contatos feitos no evento podem se transformar em parcerias futuras, novos canais de venda e aproximação com operadores que ainda não conheciam o destino ou os serviços oferecidos pela empresa.

Essa lógica está no centro da participação do Sebrae Maranhão na ABAV Expo 2026. O objetivo foi ampliar a comercialização dos produtos turísticos do estado e apoiar a internacionalização dos pequenos negócios.

Para a gestora estadual de Turismo e Artesanato do Sebrae Maranhão, Flávia Nadler, a presença dos empreendedores em espaços de negociação permite que os pequenos negócios avancem na relação com o mercado.

“Quando o empreendedor consegue apresentar o seu produto diretamente a agentes, operadores e compradores, ele amplia a possibilidade de fazer negócios, mas também passa a entender melhor o que o mercado procura. Esses encontros ajudam a perceber oportunidades, ajustar estratégias e construir relações comerciais que podem continuar depois da feira”, afirma.

Espaço do Maranhão na ABAV Expo 2026 aproximou destinos e negócios turísticos do estado de agentes, operadores e visitantes da feira. (Sebrae/ Divulgação)

Segundo Flávia, o apoio do Sebrae busca criar condições para que os empreendedores participem desses espaços de forma mais preparada e aproveitem melhor as oportunidades geradas.

“O nosso papel é apoiar para que essas empresas consigam chegar a esses mercados com um produto estruturado, sabendo apresentar seus diferenciais e com condições de estabelecer novas conexões. A ABAV é uma vitrine importante, mas, principalmente, um espaço de comercialização e relacionamento”, acrescenta.

Izabel também destaca a importância desse suporte para a presença dos pequenos negócios em grandes eventos do setor.

“É muito interessante esse valor que o Sebrae repassa para a gente de incentivo, não só técnico, mas também, de certa forma, financeiro, para que a gente possa estar presente em grandes eventos. E, através de estarmos em grandes eventos, a gente consegue abrir portas para novos mercados, expondo sempre os nossos serviços, expondo a Chapada das Mesas e buscando um lugar no cenário do turismo brasileiro”.

Reggae como experiência turística

Além das oportunidades de comercialização, a agenda do Maranhão na ABAV também abriu espaço para discutir novos produtos turísticos. Durante o evento, o Sebrae Maranhão participou de uma reunião para avançar na proposta de estruturação da Rota do Reggae, com apoio da Embratur, por meio do EmbraturLab.

Representantes do turismo participaram de agendas de articulação e negócios durante a ABAV Expo 2026, ampliando conexões para o desenvolvimento de novos produtos e oportunidades no setor. (Sebrae/ Divulgação)

A iniciativa pretende transformar uma das expressões culturais mais marcantes de São Luís e do Maranhão em uma experiência turística estruturada, reunindo atrativos, empreendedores e serviços relacionados ao universo do reggae. A construção envolve o Sebrae, a Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão, a Secretaria Municipal de Turismo de São Luís e representantes do setor privado.

“A ideia é construir a Rota do Reggae a partir de uma manifestação cultural que já faz parte da identidade de São Luís e do Maranhão. O desafio é organizar essa riqueza como um produto turístico, conectando experiências, empreendedores e serviços, para que o visitante possa conhecer essa história e vivenciar o reggae de diferentes formas. É uma construção conjunta, envolvendo o poder público, o Sebrae e, principalmente, quem já faz parte dessa cadeia”, conclui Flávia Nadler.

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