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Circuito Empreendedor movimenta Cidade Operária e aproxima oportunidades de quem empreende

Primeira edição da iniciativa reuniu capacitações, oficinas, palestras, rodadas de negócios e feira criativa em uma programação voltada aos empreendedores e à comunidade da região
Por Assessoria de Comunicação - ASCOM
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Priscilla Marques empreende há 14 anos com a venda de cosméticos. Mesmo com toda essa experiência, saiu de uma oficina de marketing digital com uma percepção nova sobre o próprio negócio: precisava aparecer mais, criar conexões e usar melhor as ferramentas disponíveis para chegar aos clientes.

“Foi um abrir de olhos para muita coisa que pode fazer o meu negócio alavancar cada vez mais. Aprendi também sobre fazer conexões e percebi que não posso me esconder”, conta.

A experiência de Priscilla ajuda a resumir o que aconteceu durante os dois dias do Circuito Empreendedor Cidade Operária, realizado em 24 e 25 de setembro, na Faculdade Laboro, em São Luís (MA). Em sua primeira edição, o evento levou para uma das regiões mais populosas e comercialmente ativas da capital uma programação que combinou capacitações, oficinas, palestras, atendimento empresarial, orientação sobre crédito, rodadas de negócios, feira de economia criativa e atrações culturais.

Capacitações e oficinas levaram conteúdos práticos aos empreendedores da região. (Sebrae/Divulgação)

Realizada pelo Sebrae Maranhão, por meio da Unidade Regional de São Luís, em parceria com a Faculdade Laboro, a iniciativa foi pensada para quem já tem um pequeno negócio, para quem ainda atua na informalidade e também para moradores interessados em começar a empreender. A programação foi gratuita e aberta à comunidade.

A escolha da Cidade Operária como primeiro território do Circuito não foi por acaso. A região e bairros do entorno, como Cidade Olímpica, Vila Janaína e Jardim São Cristóvão, concentram uma forte presença de pequenos negócios nas áreas de comércio, alimentação, beleza, moda, serviços automotivos, prestação de serviços e economia criativa.

Para o gerente da Unidade Regional de São Luís do Sebrae Maranhão, Antônio Veras, a proposta é justamente reduzir a distância entre quem empreende e os serviços de apoio empresarial.

“O pequeno negócio está nos bairros, perto da casa das pessoas, movimentando a economia todos os dias. O Sebrae precisa estar onde esses empreendedores estão. Quando levamos atendimento, conhecimento e oportunidades para dentro do território, facilitamos o acesso e conseguimos também compreender de forma mais próxima os desafios de quem empreende ali”, afirma.

Conhecimento aplicado ao dia a dia

Ao longo dos dois dias, as atividades abordaram temas ligados à gestão, marketing, acesso a mercado e desenvolvimento dos negócios. A proposta foi trabalhar conteúdos aplicáveis à rotina dos empreendedores, combinando informação com oportunidades de conexão.

As rodadas de negócios aproximaram empresas compradoras e fornecedoras, enquanto os atendimentos orientaram participantes sobre gestão, crédito e caminhos para formalização. Oficinas e palestras ampliaram o repertório de quem buscava melhorar vendas, comunicação e organização empresarial.

Para Priscilla, esse contato mais direto com novas possibilidades fez diferença. “A gente vai entendendo o que pode fazer diferente, o que pode melhorar. Às vezes, a pessoa está trabalhando há muito tempo, mas não percebe algumas oportunidades”, relata.

Uma vitrine para quem produz

Na feira de economia criativa, o movimento tinha outro ritmo. Produtos artesanais, trabalhos autorais e pequenos negócios da região ganharam espaço de exposição e contato direto com o público.

Virgínia Diniz, uma das empreendedoras presentes na feira, destacou justamente a oportunidade de visibilidade dentro do próprio território. “É muito importante esse incentivo que o Sebrae está dando para os empreendedores daqui da região. A gente precisa ter esse espaço para mostrar o nosso trabalho e ser visto”, afirma.

A artesã Ethiane Lima Silva participou da feira de economia criativa do Circuito Empreendedor Cidade Operária. (Sebrae/Divulgação)

Para quem vive do artesanato há mais tempo, a feira também funcionou como espaço de troca. Ethiane Lima Silva está há mais de dez anos à frente da Thithi’artes e produz pessoalmente a maior parte do que comercializa.

“Um evento como esse é importante porque a gente aprende com os cursos do Sebrae, adquire experiências, conhece novas pessoas e divulga o nosso trabalho”, conta.

A combinação entre capacitação e exposição ajudou a criar um ambiente em que diferentes perfis de empreendedores circulavam entre uma atividade e outra. Quem chegava para uma oficina podia conhecer novos fornecedores, visitar a feira, buscar orientação empresarial ou participar de uma rodada de negócios.

Embora o foco central estivesse no empreendedorismo, o Circuito foi planejado também como uma agenda para a comunidade. A presença da feira criativa e da programação cultural ampliou a circulação de famílias e moradores pelo espaço e transformou o evento em um ponto de encontro do território.

Essa integração entre formação, negócios, cultura e convivência faz parte da proposta do projeto: criar uma agenda capaz de fortalecer os empreendedores e, ao mesmo tempo, movimentar a economia local.

A diretora-geral da Faculdade Laboro, Sueli Tonial, avalia que a parceria amplia o papel da instituição dentro da comunidade. “A Faculdade já desenvolve um trabalho de educação formal e de estímulo ao empreendedorismo. Ter o Sebrae aqui formalmente, em parceria com a instituição e com a comunidade, fortalece o desenvolvimento econômico e ajuda a estruturar melhor quem quer empreender”, afirma.

Sueli Tonial e Albertino Leal formalizam parceria entre a Faculdade Laboro e o Sebrae Maranhão. (Sebrae/Divulgação)

Presença que continua no território

O encerramento do Circuito não marca o fim da aproximação com os empreendedores da região. A parceria entre o Sebrae Maranhão e a Faculdade Laboro prevê a implantação de um ponto de atendimento permanente no local.

Para o diretor superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal, a iniciativa amplia as possibilidades de acompanhamento. “É uma aproximação importante com a academia e com a comunidade. Teremos aqui um ponto de atendimento parceiro do Sebrae, que poderá mobilizar e orientar os empreendedores da região e ampliar o acesso a conhecimento, assessoria e oportunidades”, destaca.

Depois de dois dias de programação, o balanço da primeira edição vai além do número de atividades realizadas. Para muitos participantes, o Circuito deixou ideias novas, contatos, ferramentas práticas e uma percepção mais clara sobre os próximos passos do próprio negócio.

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